Vendi uma TV 4K por R$250
Recentemente
me desfiz de uma TV de 60” 4K por 250 reais...
Antes de
completar um ano, a imagem ficava escura na parte superior da tela. Pesquisei
na internet e vi que poderia consertar. Foi como fiz. Mas ao montar novamente a
TV, devido a imperícia, quebrei um pedaço muito pequeno de um dos cantos do tela, o que a deixou com algumas pequenas manchas.
O defeito inicial
reapareceu e fiz o mesmo procedimento, desta vez com ajuda, mas, ainda assim,
provoquei outro defeito. Enfim, trocamos de TV, compramos até uma maior!
Aconteceu
que a TV que quebrada ficou por mais de um ano em nossa área de serviço, em um
apartamento, com aquela dó que todos temos de nos desfazer de algo. Por
diversos motivos, sobretudo o custo que aquele objeto teve para nós, a
engenharia daquele sistema e o desperdício de material eletrônico (no mínimo)
que seria descartado como lixo. O preço que tínhamos pago por ela também pesava bastante na decisão.
Enquanto ela ficou na área de serviço, nos atrapalhava na movimentação e logística da casa, principalmente a limpeza. Nos sentíamos mal por ter algo por resolver e se incoerente com o minimalismo que gostamos. Era um entulho, mas tinha nos custado esforço e dinheiro para adquirir.
Refleti
muito e certo dia decidi colocar a TV no carro e jogá-la fora, mas antes
tentaria vendê-la, para que, além de fazer um dinheiro, alguém pudesse
aproveitá-la com mais sabedoria. Consegui vender.
Pensei nas coisas que eu já gastei dinheiro na vida e
não tinha a posse de nada, mas que foi bom, de certo modo, pois me diverti
bastante. Guardo boas lembranças desses momentos e algumas com marcas para toda a vida e muita
história pra contar. Por exemplo: viagens!
Uma viagem
nos deixa muitas lembranças de coisas que vivemos, presenciamos, aprendemos,
ensinamos, experimentamos, etc. Com essa TV, em particular, não foi diferente,
muita coisa boa aconteceu a sua volta e por causa dela: réveillons, reuniões
com amigos, jogos de video-game, etc.
Mas então,
por que não se importar em pagar por uma viagem e com os objetos que não nos servem mais devemos nos prender pelo
valor que ele tem de mercado ao invés do valor que ele tem pra mim?
Devemos pensar, portanto, nas nossas aquisições, como uma experiência, como uma viagem, que pode durar muito tempo ou alguns dias, mas que, de qualquer forma, deve ser prazeroso. Repassar o que não queremos para um amigo, alguém que precise, vender e ter parte do investimento de volta, ou mesmo jogar fora, são alternativas.
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